Para onde eu vou, não posso levar o meu amor comigo
É tudo muito estranho tudo isso
Muito cheio de sentido algum
Nada me sinto
As coisas divagam
Os meus olhos tem que fazer um certo esforço para ver além
E para sonhar, eles não podem dormir
Não é que não durmo, durmo desfalecendo-me...
Caminho
Falo com as pessoas
E até sorriu
Mas é só...
Sabe que descia aqueles degraus sem olhar para trás
Ainda te via
Agora, não mais te respiro...
A maior distância nunca foi a física...
E quando vou te ver de novo?
Eu não sei...
É estranho não saber...
Sinto falta do conforto dos seus olhos, amor
E é insuportável
Há silêncio em tudo...
Mas não paz em tudo
Estou mais inquieta
Minha mente se expande
Diante de mim, um mundo tão conflitivo
Cheio de sentido algum
que me ensina a ser eu
A solidão me possibilita aprender
Aguça os meus sentidos
Mas não ameniza a sua falta
Convivo melhor comigo, é fato
Mas é tudo muito estranho
O novo ainda não me diz nada
Continuo caminhando
E a cada passo, vou me distanciando de ti...
Minha visão, agora estrada
Se concentra em todas as direções possíveis
Tenho muito que andar...
Há muito o que fazer
É estranho, no mínimo
Mas necessário...
Te deixo as minhas lembras mais doces
Como nos amamos...
É estranho no poder mais contemplar o mundo dos seus olhos
Nem me achar mais neles sempre que preciso...
O tempo é muito relativo, sabe
Mas também lenitivo
Calado
Silenciando-me
Estou mais calada
Consegue me imaginar assim?
Amor, cada vez mais distante...
É muito estranho
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Estranho
Postado por Raquel Carvalho às 09:00
Subscribe to:
Postar comentários (Atom)

0 Comments:
Post a Comment