segunda-feira, 16 de julho de 2012

Chegando...


Eu fui chegando
Eu te olhei até te perder de vista
Até ser este precipício
Onde eu não caía
Até não ser nada
Absoluto
Ser sem limites
Páramo
Tudo ganhava proporções de infinito
Meus olhos, horizontes
E estavam tão mais negros
Como nunca foram
Serenos
A minha voz era de um silêncio absurdo
O barco se aproximava do destino
Destino...
Realidade
E ali já me esperavam 
Pessoas que ganhavam rostos familiares
Formas, sorrisos
Estavam felizes
Me ajudaram a aportar em terra firme
Feita com matéria de que são feitos os sonhos
-Fez um boa viagem? 
Me perguntou um bom amigo
Sorri- talvez precisasse de tempo para me sentir só
E es que ele se aproxima
-Não sabia que éramos tão parecidos- falei aos seus olhos
- Nem sempre precisamos saber de tudo, minha queria! Seja bem-vinda! 
Caminhamos...
   


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