Eu fui calando, calando...
Silenciando
Um silêncio que havia em mim
E o barco
Desancorando
Aguardando.
Partiamos!
Sem a pressa de quem precisa chegar a algum lugar
Precisava somente partir...
Relutei,
Não minto!
O mais dificil foi esquecer
Os olhos serenavam ao próprio ritmo
E ele que tantas vez escutou os meus versos declamados
Estava aqui
E agora
E no sempre que deve estar
Para onde ir, o que levar
Bússolas sem Norte
Lhe expliquei
Rindo daquele jeito dele
Me viu partindo e ficou onde estava
Daqui em diante
O caminho é o teu melhor guia
Pés firmes
Em descalços
Marcas
Areia
Chão
E o mar? Perguntei
Dentro de ti
E a viagem?
Em ti
Respondia daquele jeito muito dele
Tens o mundo
E eu, a ti
Seguiras os meus passos
A literatura dos teus olhos
E conselhos? Gritei!
Os teus próprios
Respondia sem falar
Da outra margem
Que se distanciava
De alguma forma não estava mais com medo
do escuro, mas sabia que jamais dormiria tranquila
Sonhos, ficaram com ele
Mas o outro ele, respondeu, "continua contigo"
Como se estivesse me ouvindo
A alma comunga a mesma alma
Mas caminhos distintos
Calou-se...
E foi se perdendo ao vento
E sentindo de fato o barco desancorado
Partindo
Em em um todo
Em quantas partes? Nao sei te dizer...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Barco...
Postado por Raquel Carvalho às 22:03 0 comentários
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