Sem imagens
Nem som
Até o silêncio é expressivo
Sem sonhos
Nem cor
O não quero
O não respiro
Uma pausa...
Nada de caminhos
Nada de mim chorando pelos cantos
Eu, também não
Ele também não fica
Não grito
Não escuto
Pulo
Voou
Montanhas
Velocidade
Esquecimento
Vento
Palavras sem pronunci[ação
Cansaço
Falta de sono
Falta de nada, não!
Chão
Estrelas
Horizontes
Uma cantilena árabe que toca sutil
Ao fundo
Ao meu coração
Um poeta,
Uma tribo nômade, berbere
Uma incrível sensibilidade que não dá conta do mundo
Canto?
Palavras em desconexão
sôfregas pela entonação de uma voz
Que fala da alma
Do Espírito
Do deserto, impossível construir-te
A qualquer custo
Não resta nada, não!
Sem imagem
Sem porto
Nem barco a vela ancorando coração
Verdade alguma
Entalo
O não fim...
A vida de cabeça para baixo
E a janela que não se encontrou fechada
Quis ver
Baixei a guarda
Perdi todos os meus sonhos
Voaram os meus poemas
Foi-se a poesia das mãos
E a vontade de dormir
Agora, nada não!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Entalo
Postado por Raquel Carvalho às 19:31
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