domingo, 30 de janeiro de 2011

Até parece que te amo


















Lo que tal vez quisiera decirte en este momento
Tantas cosas
que me las como
Y no me salen
Nada escribo
Nada podia sentir
Pero siento
Te siento
Me gustas
Sé cuando me piensas
Porque mi corazón
Siente algo de saudade
Y se dispersa
A momentos nuestros
Que me gustaria olvidar
De todos los olvidos
Que los necesito tirar por la ventana
Quería que no hubiese
Esa distancia que no hay
Porque de echo, mi vida
Jamás hubo
A veces me confunde lo todo
Y silencio
Y mis versos me salen así
Callados
Hasta parece que te quiero
aún
Siempre
Pero... no... jamás

...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Para não dizer que não falei... do sorriso mais lindo que amei...














Eu fui apagando os versos
Toda a poesia
Fechei o livro por achar que
53 anos, 9 meses e 4 semanas
Fosse tempo demais...
Não que o amor não fosse suficiente
Mas já não podia acreditar
Que estaria na próxima esquina
Me vendo atravessar a rua...

E fui apagando a letra à caneta
As linhas de suas mãos
O contorno da sua boca
A luz dos seus olhos
A doçura da sua voz roquinha

O abraço... deixara de existir a muito custo...

Todas as lembranças
O fim de todas as tardes
O seu lugar preferido na biblioteca

A parada de ônibus
O fim da viagem...

O primeiro beijo
A primeira vez que vi e amei seus olhos

A folha foi ficando em branco
E o meu coração sem bater
Não que esteja me despedindo

Mas não sei o que fazer com esse silêncio
que de repente tragou o fim do poema...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Começo de tudo















Não, ainda não me redimi de mim!
E a viagem já começou, e eu nem sabia
Não fiz as malas
Não entrei em nenhum trem
Navio
Nem escrevi cartas e um ponto
Um mundo
Solícito
Apenas flutuo
Levito
Sinto
E sempre tem um quadro de Magritte
Para traduzir o meu estado de espírito
Na viagem
Em navio de tempestade
E as forças dos ventos são inenarráveis
Quase fictícias
Desconcertantes
Mudam sempre o horizonte dos meus olhos
Do poente
Da certeza de que uma carta já não basta
E os teus olhares
Não se encontram
No meu escrever-me
Na minha constelação de estrelas
No amanhecer de meus porquês
Onde devo segurar-me no navio-tempestade?
Fruto das mentiras que as minhas mãos teimavam em acolher...
Libertar-me-ei
Do ponto final
Do mar aberto em sal
Da paisagem que me sorria o teu sorriso de lua
Do quadro sufocante de Magritte...