
Ponto
Rima
Ponto
Verso
Ponto
Rima
Ponto
Verso
Concreto
Todas as teclas do piano
Uníssono
Com o meu grito:
ICH HASSE UND LIEBE DICH
MIT ALLER KRALT MEINES HERZENS!
Saio correndo
Descendo todas as escadas possíveis
Respiro o ar rarefeito
De um rigorso inverno
Não gosto de Natal
Dessa Cidade
Do piano!!!
Não quero mais vê-lo.
Suas mãos me dão asco
Sua boca me dá asco
Todos os pianos do mundo me dão asco!
Não quero mais vê-los!!!
Mas a alma vazia busca o som melodioso
Que tranquiliza as minhas mãos.
Recomponho-me
Ajeito os cabelos
Refaço o penteado
Volto a mim...
Sento-me ao piano
Recomeço o acorde
Às vezes preferia não ver mais as coisas que amo
Porque amo demais!
E diante do piano
Sucumbo
Vencida...
Ponto
Rima
verso
Ponto
Rima
Ponto
(...)
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Sopros
Postado por Raquel Carvalho às 06:49 0 comentários
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Ditirambos...

Eu sou Dionísio!
Deixa-me...
Conduzir-te-ei pelos caminhos do meu vinho
Vem...
Sofoquem-me com os seus porquês inusitados, Senhores
Com o meu teatro
Com as minhas uvas
O que serei
Quando não sou nada
Ou nada do que penso
Nada somos quando não estamos
Nem aqui
Nem no universo que contemplo do meu silêncio
Sou?
Somos?
Seremos?
Indaga-me!
Questiona-se!
Serei o jovem Wert
Ou Cervantes, ou Quijote
Emma?
Madame Bovary sou eu!
Ou são eles?
Somos todos um
Nenhum daqueles
Que não se olham
Que não se enxergam
Que me veem e querem ser
Mas quando não sou eu
Sou ainda mais você
Eu sou ópera
Sou Carmen
Capitulina, com olhos de cigana obliqua
Vem,
Conduzem-me, Senhores!
Tenho muchos labirintos...
Onde está Ícaro
Beethoven...
Tenho muitos mitos
Fantasmas
Pontes
E todos deixam de ser
Eu me transformam
Metamorfoseando-me
Kafkamente...
Caminhos que convergem em um ponto
Porque eu sou poesia
Sou teatro
Eu sou Dionísio, meus caros Senhores!
Porque Hamlet somos todos...
Postado por Raquel Carvalho às 06:47 0 comentários
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Remodimientos

Refletido
En el espejo duramente frío
El cuerpo
La piel
Mis cabellos
Mirada desazonada
Calles desencontradas
Direcciones rotas
Había un corazón
Allí
Entrecortado
Huellas
Sombras
Carne, solamente carne
Uñas
Ventanas
Mías, solamente mías
Mirándome
Eclipsándome
Yo siendo dos
O ninguna al mismo tiempo
Todo a la vez
A la una
A la mañana
Pesados castillos destrozándome
Olas
Azotes
Dientes
Salivas
Manos crudas
Evaporándome
Enervándome
Sábanas
Sabanas
Desconstrucion del amor
Del poniente
De caminos
Desertificación de mi perfume
De mi esencia
De mi ser cuando ama
Vestirme?
Dormirme?
Silencio
Cinismos
Sarástico
Dolor inmenso de tus ojos en mi pecho
Porque no pude... evitar...
Grito
Hielo
Marcas... muchas... infinitas...
Postado por Raquel Carvalho às 11:03 0 comentários
