segunda-feira, 12 de julho de 2010

Castillos


















Eu
Que sempre quis ser
E muitas vezes busquei
Não adianta mais falar em livros
Músicas
Filmes
No real que se constroi
Sem toques
Nem cheiro
Sem manhãs capazes de amanecer
E noites inteiras sem dormir
Desconexo
A vida que não imita o verso
Perco de novo
Eu
Que sempre quis
Não sentir saudade
Fecho a janela
Apago todas as luzes
Quando com olhos fechados
Acho
O que não tinha certeza
Mas palavras são capazes de destruir castelos
Castillos
Isso sempre soube
Hoje, ao abrir a janela
Vi um mundo cheio de sol
Mesmo assim peguei o meu guarda-chuva
Apaguei os seus olhos
Os e-mails
E ontem fiz café de novo...

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