segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ponto












Amei-o até certo ponto
Cheguei!
Desci a todas as escadas subterrâneas
De todos os meus porquês
A ponto de não esquecer o dia o seu aniversário
9 de setembro
E hoje já são quatro...
E ainda não conseguir dormir bem
Nem fechar os olhos
Nem achar nada
Quando o que se procura
Quase sempre é um ponto
Para por um fim nas coisas
Que não têm um fim
Seria eu a medida do meu tudo
Algo contínuo
Dinâmico
Infinito
Ser intenso
Incansável
Que se metamorfoseia
Em sentidos
Dor
Amor
Saudade
Cheiro
Tato
Pele
Coração batendo forte
Transpirando
Suando
Buscando-te
Esperando-me
Naquele pôr-de-sol ali
Na noite que chega
No dia que vai embora
E que te leva em partes de mim...
Em parte,
Partes

Parto-me!
Em mil raios de sol

Angoro...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Castillos


















Eu
Que sempre quis ser
E muitas vezes busquei
Não adianta mais falar em livros
Músicas
Filmes
No real que se constroi
Sem toques
Nem cheiro
Sem manhãs capazes de amanecer
E noites inteiras sem dormir
Desconexo
A vida que não imita o verso
Perco de novo
Eu
Que sempre quis
Não sentir saudade
Fecho a janela
Apago todas as luzes
Quando com olhos fechados
Acho
O que não tinha certeza
Mas palavras são capazes de destruir castelos
Castillos
Isso sempre soube
Hoje, ao abrir a janela
Vi um mundo cheio de sol
Mesmo assim peguei o meu guarda-chuva
Apaguei os seus olhos
Os e-mails
E ontem fiz café de novo...