sexta-feira, 25 de junho de 2010

Borboletas


















A borboleta
Descama várias camadas de si mesmo
E vai surgindo tímida
Lívida
Livre
Sana
Bate as asas
Sente o Sol
O néctar das flores
E o sabor do vento
Sem casulo
Sem mais palavras sobre aquele assunto
Talvez porque nunca perdi a esperença de te ver
Na próxima esquina
Ou vendo-me atravessar a rua
Minhas melhores lembranças
Por muito tempo o quis para mim
Como se não fosse parte do meu mundo...
Quantos muros escritos: Te amo
Já não existe mais em mim...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Luz dos meus olhos


















Andando
Não parando
E a vida se apresenta a mim
Cheia de luz radiante
E Sol da manhã
Não há um só osso do meu pé
que não doa
E aonde estarias
No meio disso tudo
No centro do mundo?
No meio do quê?
Junto aos meus pés?
Da minha intensa vontade de viver
De achar
De esquecer coisas
Que não esqueço nunca
Mas a vida é bem mais que além
De tê-lo comigo
Quanto me custou para entender, meu bem
Que independente de qualquer coisa
Acontecesse o que acontecesse
Ia continuar sonhando contigo
Luz dos meus olhos,
O meu amor preferido

Andando
Não parando
Encontro-me
Sem esconder os meus pés
Dos meus olhos
Já consigo dormir melhor
E não sentir
A distância das coisas e o peso do tempo
Na saudade infinita do seu olhar que sorrir
Não sentindo menos saudade por isso
Simplismente, caminho
Em uma outra forma de senti-lo...