sábado, 15 de maio de 2010

Meus














Rasga-me a minha carne
Com unhas
Com palavras
Com alguma coisa de sonho
De torpor
Com mentiras estúpidas
Comigo mesma
Rasga-me
Dilacera-me
E me pede que não grite
Que silencie
Que não verse
E então,
O beijo azeada a vida
Por um momento
As cores de seus olhos
Sem brilho ou apatia
Me ver por debaixo da pele
Por cima do mundo
E o que era o mundo?
E o que era tudo?
Não encontro uma razão lógica
Em seus devaneios tolos e pueris
Havia música
Poesia
Ou talvez um pouco de surdez
Em meio ao caos desses porquês
Que não são meus
Nem os quero
Porque ser de outra forma
Amar de outra forma que não seja essa

Eu não sei
Não doar-me
Como para ti me doei
Talvez não o amaria de novo
E não o permitisse que chegasse tão perto do meu coração
[outra vez
E eu que não queria que fosse
Agora não sei
Como deixar-lo de ser...

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