
Não quero que veja os meus olhos
Que os cubra de lua
Não quero que tenham a profundidade da máscara
Não quero que solte os meus cabelos
Que veja os meus seios
Que diga te amo enquanto durmo
Não quero que me leia
Que ouse conduzir-me aos seus olhos
Por caminhos que chegaria sozinha
Não pense que sou sua
Não sei como seria o fim do mundo
Não pense que minhas costas são o que há de mais sensual em mim
Não pense em minhas pernas
Na minha boca sorrindo
Na minha voz sussurrando-te...
Não quero que me veja assim!
Que não me veja
Naquilo em que acredito ser
Porque já não me encontro em imagens embaçadas
Em corpos que comungam carnes
Salivas
Sal
E insensíveis toques de dedos frios
Não gosto da superfície das coisas
Da superficialidade da pele
Na verdade, eu realmente não quero
Que me percas assim...
domingo, 10 de janeiro de 2010
Persona
Postado por Raquel Carvalho às 18:01
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