
Os meus pés e o meu guarda-chuva
Trouxeram-me até aqui...
Haja paciência
Cerimônia
Ousadia
Numa corda bamba
Atada até a lua
De meus olhos
Em uma constante
Do que sei
Nada ficou
E permanece
O lugar do não ser
Quando o existir subsistindo
Pede passagem
Algures
Saudade
A imagem contemplativa de sentir
[O estar
Ganhando ritmoForma de gente
Respirando
Pulsando
O momento vida
E o albergue tempo
Em um espaço qualquer do indefinível
Os olhos seus em alguma rota
E os meus, voltados para dentro do meu ser que ancora
Nesses versos vivos
De minhas andanças
Temperanças...
Uma pausa,
Um suspiro
Uma dádiva
-Como o céu está lindamente meu!

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