
Quero colher as rosas de meu jardim
Mas tenho uma pressa muito minha
Tenho fome de tempo
Tenho sede de espera
Falta a calmaria da brisa
E a certeza de que as pétalas
Tenham o perfume da pele
E a saciedade perpétua
Eu, tempo
Eu sou espera
E as rosas talvez começem a surgir
Mas a ansiedade dos meus olhos
Não conseguem alcançar
O desenho perfeito
Do sorriso mais lindo
No abraço que quero
Eu tenho fome de tempo
E sede de espera
E vem em meu alcance
Percorrendo na velocidade das horas
Os pés com que caminho
Devagar
Sem pressa
Eles conduzem os ponteiros
E não havia percebido
Que todos os caminhos me levam aos seus olhos
Que por eles
Não há tempo, nem espera
E que não existe
Aquilo que não se perde
Quando se sacia de fome e de sede
A certeza de que o estar junto
Nem sempre é o estar perto
Então, as rosas aparecem
Ganhando cores e perfumes indeléveis
Meus...
Feitos por mim para mim
Teus...
Feitos de mim para ti
Com todos os versos desse jardim
Que com o meu coração conseguir plantar...
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Rosas, a caminho...
Postado por Raquel Carvalho às 16:35
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