Por esses dias
Chovia
E precisei de um remédio para alma
Percorri ruas inteiras sem guarda-chuva
Porque não me molhava
Queria o frio de que não gostava
Sentia o cheiro da terra
O chão das calçadas
Eu era
Aquilo que não chegava
O que talvez não pudesse ficar
Ao certo, não sendo
Ficava deserto
O coração e os versos a mar aberto
E o tempo
Era um tic-tac preciso
Ainda era dia
Mas em peito nada acontecia
Só chovia, chovia
Mas também não via a chuva
Só o barulho
Só o silêncio
De meus passos avulsos
Já não esquecia
A lembrança pela vidraça escorria
Somente pensei
Ao certo, não sendo
Nada serei
Por que se não há distancia entre a chuva e eu
Acho que sou
Que somos
E nada se pode deixar de ser
Aquilo que nasceu para ser chamado por mim
De meu amor
De uma chuva minha
E por esses dias,
Apenas, vida...
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Por esses dias...
Postado por Raquel Carvalho às 19:27
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