Na casa desabitada onde me encontro
Às vezes não me vejo
No espelho em que me olho
Quando não vejo o espelho
No lugar de sempre
Casas de espelhos
Côncavos e convexos
Onde os seus olhos tomam a proporção de universo
E o piano no canto da sala
Sem móveis
E quadros se telas
À noite, toca-me uma canção de ninar
Para a insônia desfragmentada
De meus versos dormidos
Que formam o piso
da pseudocasa
Eu já disse, não insista
Eu não moro mais aqui!
Mas ele não escuta...
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
De novo, o piano?
Postado por Raquel Carvalho às 16:13
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