segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pausa















Respiro profundo
Observando a praia
Há chuvas e tornados tempestuosos
Dentro de mim
Chove a noite inteira
Um mar difuso por onde devaneia os meus passos
Pausa
Calafrios
Enxurradas
Respiro tranquila
Observo a praia
E uma serenidade oblíqua
Nevoa os meus olhos
Sento
Abraço as pernas
Reflito "como esse mar todo pode caber aqui dentro"
E eu nunca lhe disse que o amo
Acho que os meus olhos não foram capazes de lhe dizer tudo...
Temo que a vida o leve para longe
A ausência do físico é insuportável
Porque agora está comigo
Levo-o comigo aonde for
E a dor se torna leve
Pequena diante do mar
Do que possivelmente poderia ser o seu afago
Observas também o mar que há em mim
E se pergunta como ele pode caber dentro de ti
De outra forma de sentir
O que possivelmente seria saudade
Vazio
E uma vontade incrível de saltar
Estas do outro lado do mar
E observas uma cortina que nos invisibiliza
É como se o espelho d'água não tivesse luz
É como se nossos olhos estivessem em alguma parte do intenso
Que não podemos tocar
Mas estamos
Somos e seremos
O mesmo mar.

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