
Já não sou quem era
Estou tão alheio a mim
As minhas próprias mãos
Como se não fosse nem uma coisa, nem outra
Nem uma parte qualquer
Do que não ficou
Perdido dentro livro pintado por Dalí
De um romance do qual não me lembro
muito bem o nome agora
Que existiu
Que existi
Que existo
Não estou no trecho que não sublinhei de verde florescente
Nem nas páginas marcadas pelo marcador invisível a olho nu
Restou uma leve marca no canto da página
Uma folha dobrada
Indicando que ali algo foi relido
Que algo fechou os olhos do coração que deixou de bater, pelo que mesmo?
E a vida transcende...
Desabrocha
Vira rocha
Borboleta
Pés, estrada e caminho
Destino
Espelho
Eu dentro de mim
Eu, um dia de cada vez
E meus pés, paciência...
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Sei...
Postado por Raquel Carvalho às 20:24
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