Sinto falta das asas
Liberdade é querê-las
E não desistir delas...
Subsistindo labirintos, meus olhos
Que me vão de encontro
Ao acaso de meus porquês insólitos
De meu coração insólito
De minha vida insólita
Que no chão é refletido um mar de estrelas
E eu sempre buscando sonhos
E eu sempre buscando uma forma de te levar comigo
Como se dentro de mim houvesse o infinito sem ti
Sinto o peso das asas
Mas caminho,
Há tantos calos nos meus pés
em meus destinos
Já não pergunto
Os teus silêncios me respondem como brisa
E em meus sonhos
De súbito, um leve beijo
E a vida, leve por alguns instantes
Às vezes é difícil ser quem somos
Sobreviver ao inferno de Dante
Tocando o chão
Como a sutileza de pés que caminham
Na direção qualquer de meus moinhos
Eu, Quixote
Eu algo que busca
Que devaneia um mundo perfeito
Para ancorar meu peito
Liberdade é estar assim
louco de amor
E com as asas que quis para voar...


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