domingo, 14 de junho de 2009

Sombras de dúvidas
























Ele saiu. Levava somente uma mala velha com seus pertences pessoais, um dinheiro sem valor corrente, um velho relógio de pulso... Era a primeira vez que vira o Sol depois de tanto tempo. Sentia o Sol que lhe queimava a pele, que lhe ardia os olhos, mas lhe foi indiferente. Era o Sol! Sim, era somente o sol...
Caminhava calado, no sentido contrário dos carros. Não cumprimentava pessoas. Estava tão absorto tentando entender a sua nova condição e tentando dar um novo sentido a palavra liberdade. Redefini-la, sentindo-a de uma forma concreta que se projetava além de seus sonhos e de seus desejos mais íntimos de possui-la.
Sem caminhar em direção a algum lugar, com um olhar distante, alheio aquele mundo tão diferente do imaginado, cansado e sobre seus próprios escombros, parou... Ficou quieto. Preferiu não pensar em liberdade. Estou livre?

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