Vejo uma enorme janela aberta e um céu infinito cheio de nuvens que parecem de algodão. Depois de uma enorme tempestade de areia que escondeu os meus pés de mim.
E meus olhos que ainda estão vermelhos e ardendo, mal consigo abri-los, mas já me é possível enxergar algo de azul que tranquiliza e afaga o meu ser que se perdia de mim.
Caminho? Destino? Pedras? Asfalto? Redemoinho de pensamentos? Acho que um pouco de tudo, acho também, que os meus pés estavam descalços e não conseguia compreender muito bem o frio e sua presença na minha vida.
Embora aja muita poeira e o mar esbravejando toda sua fúria, posso dizer que já não o vejo refletido em meus olhos, em meus horizontes confusos, em meu coração que já não bate e não responde. Então, o que os meus olhos veem? Aquilo que não queria enxergar? Que nunca habitaste o meu não lugar cativo. E o que existiu ali de fato? E o que não existiu, se não houve amor algum, o que me trouxe até aqui, e me permite ver que as travas da janela já não existem mais, e as feridas enferrujadas da alma já não a emperram mais. Estarei livre agora?
E meus olhos que ainda estão vermelhos e ardendo, mal consigo abri-los, mas já me é possível enxergar algo de azul que tranquiliza e afaga o meu ser que se perdia de mim.
Caminho? Destino? Pedras? Asfalto? Redemoinho de pensamentos? Acho que um pouco de tudo, acho também, que os meus pés estavam descalços e não conseguia compreender muito bem o frio e sua presença na minha vida.
Embora aja muita poeira e o mar esbravejando toda sua fúria, posso dizer que já não o vejo refletido em meus olhos, em meus horizontes confusos, em meu coração que já não bate e não responde. Então, o que os meus olhos veem? Aquilo que não queria enxergar? Que nunca habitaste o meu não lugar cativo. E o que existiu ali de fato? E o que não existiu, se não houve amor algum, o que me trouxe até aqui, e me permite ver que as travas da janela já não existem mais, e as feridas enferrujadas da alma já não a emperram mais. Estarei livre agora?


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