sábado, 13 de junho de 2009

A Bandeira, o meu mestre, o meu Enéias...














Meus dedos definham
Não posso ver um papel em branco e uma caneta
E os poemas vão surgindo como barquinhos de papel
Leves, ao vento
Sem rumo certo
E sua imprecisão afaga meu ser de ternura
A dor enobrece
Vira uma linda rosa
Perfumada e triste
Um mar bravio que com as pedras se redime
A tempestade pavorosa se transforma em cheiro de terra molhada e barulho de chuva estalando na telha
Seus olhos adquirem uma melancolia doce
Seu sorriso se projeta em todas as coisas belas do meu mundo
E o seu abraço, eu o guardo só para mim
Ser poeta é um modo de vida
É um estado de espírito
É esperá-lo todos os dias inexplicavelmente
É quando o jugo é leve
Porque a dor enobrece
Quando se aprende a amá-la
Se ama de fato um dia...

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