quinta-feira, 11 de junho de 2009

Meu único e poema














Fiz de ti um poema-vivo
Abrigo

Para descansar o meu coração cansado
Soterrado
E os meus pés descalços
Há muito caminhando
Por entre caminhos de escombros
Caminhos de eterna chuva
De eternos pores-do-sol
Entardeceres infinitos
Não sabes a quanto te busco
Por mais perdida que estivesse
Sempre achei algo de ti
Porque todos os caminhos
Sempre me levaram aos teus olhos
E a sensação de busca cessa
No teu abraço
Amado,
Somente se pode compreender um amor eterno
Quem eternamente ama
E uma vida só não basta
Imagens se confundem
Sons
Épocas distintas
Pensamentos
Ideias
Destinos
Músicas
Melodias
Tato
E sensações...
Porém, algo perpetua em meu ser peregrino
E em meio a uma avalanche dormida
Emergi em um sonho lindo
A essência
E a dádiva
A minha vida inteira
E em meio ao não poder ter
Nunca deixa de existir
Seres que se complementam
Intercalam-se
Se fundem
Corações em um mesmo compasso
Amores que se nutrem de risos
Olhares
E perfumes
Porque algo transcende ao abraço
Ao olhar
Ao sorriso
Por isso sei que nunca caminhei sozinha
Apenas, incompleta...

22/07/08

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