
Mestre, até quando falar de amor
intercalando com dor e saudade
em um único poema nosso
Onde começa a vida?
Onde termina a dor?
Por onde recomeçar os meus passos
Os meus versos
O meu não olhar poético
O mundo de fato
Calado
Um mundo real
[onde estrelas são somente estrelas
e ele seria somente o menino do ônibusque nem barba tinha
Quando ele começa a ser poesia
Verdade
Amor perfeito
E o melhor que há em mim
E o seu sorriso e o seu olhar
passam a ser coisa mais linda que possa existir
Sendo o meu próprio coração batendo fora do meu peito
Isso é tão real
quanto cruel
Porque a saudade leva consigo
Às vezes a esperança
Às vezes o abrigo
E o superficial onde piso, poeta.
O que fomos de fato
E o que escrever de fato
sem entrelinhas
nem esboços
Sem a lembraça dos teus braços...
Olhos que se confessam
em sonhos
A presença é constante do que está faltando
E eu sou apenas uma parte
Caminho com correntes em meus pés até quando durmo
Escrevo com o coração na mão
Na certeza de encontrar respostas que não busco
Porque essa certeza boba está dentro de mim
E simplesmente sinto...

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