
Nós e a lua
Um momento preciso
O risco
E a montanha
Passos insólitos
Falta de chão
De ar
E o coração que não aguenta
Mãos frias
Aparente calma
Tudo sob controle
Neblina
Espera
E o medo de não mais sentir o abraço
Tudo ganha sentido
Formas e cores
E beijos de brisa
Na leveza de versos que te procuram
O suspiro
O silêncio
E a melancolia de um coração sem rumo
Confuso e cativo
É uma prisão que não me sinto estar
É uma prisão da qual não quero a liberdade
Que liberdade faria sentido longe dos teus olhos?
E o que faria desses versos
Dos meus sonhos
Do meu cansaço
Sem a lembrança-abrigo
O Porquê dos calos nos pés
Tudo perderia o sentido
Formas e cores
E a superficialidade dos passos
Apagaria a entre-linhas
E toda uma razão de ser da poesia...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Nós
Postado por Raquel Carvalho às 18:14 0 comentários
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Ao mestre com carinho

Mestre, até quando falar de amor
intercalando com dor e saudade
em um único poema nosso
Onde começa a vida?
Onde termina a dor?
Por onde recomeçar os meus passos
Os meus versos
O meu não olhar poético
O mundo de fato
Calado
Um mundo real
que nem barba tinha
Quando ele começa a ser poesia
Verdade
Amor perfeito
E o melhor que há em mim
E o seu sorriso e o seu olhar
passam a ser coisa mais linda que possa existir
Sendo o meu próprio coração batendo fora do meu peito
Isso é tão real
quanto cruel
Porque a saudade leva consigo
Às vezes a esperança
Às vezes o abrigo
E o superficial onde piso, poeta.
O que fomos de fato
E o que escrever de fato
sem entrelinhas
nem esboços
Sem a lembraça dos teus braços...
Olhos que se confessam
em sonhos
A presença é constante do que está faltando
E eu sou apenas uma parte
Caminho com correntes em meus pés até quando durmo
Escrevo com o coração na mão
Na certeza de encontrar respostas que não busco
Porque essa certeza boba está dentro de mim
E simplesmente sinto...
Postado por Raquel Carvalho às 19:56 0 comentários
Ela ao piano
Ao dormir, ficava arquitetando uma forma de lograr êxito na minha empreitada, de como realizar tal proeza. Profanaria o piano como os meus dedos desencontrados ou ouviria o seu magnífico som, reticente, vibrante, uma passagem secreta ao alcance de minhas mãos... uma tecla que me ligava a você, quando já te procurava, e nem sabia.
Acho que foi nesse momento que comecei a pensar que a música sempre deveria dizer alguma coisa, quando não sabemos ao certo o que sentimos. E ela passa a ser algo sublime que nos condiciona ao deleite de sairmos do corpo e da mente, chegando a um espaço inviolável de nosso ser, que não se pode tocar sem uma sonata doce ao piano. Um lugar surdo onde podemos encontrar a nona sinfonia...
Postado por Raquel Carvalho às 18:57 0 comentários
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Ele...

Ele adora o mar
E eu adoro o mar que ele adora
Está sempre moreno
Ele é de peixes
Não sei como ainda não morri de saudades...
Ele adora o mar
E eu adoro mar que ele forma
quando com os olhos me sorri
e me olha daquele jeito bravio,
chocando-se contra as pedras subterrêneas
do meu ser que o completa
Ele adora o mar
E eu adoro o mar que ele adorna
Passeando por ondas
com cristaisinhos de sal pela pele
e olhos de pôr-de-sol.
Ele é de mar
E eu adoro contemplá-lo
sem pressa
nos míninos detalhes.
Em mínimos versos de maresia
Sorrindo horizonte
Infinito
Distante
Ele é único e mar
O meu Egeu
Da cor do ouro
E eu simplesmente o adoro...
Postado por Raquel Carvalho às 07:40 0 comentários
terça-feira, 16 de junho de 2009
Por enquanto...

Enquanto o tempo não passa
Enquanto a vida não passa
Enquanto você não chega
Calo...
Silencio os meus pés
e os meus olhos
Por enquanto...
Não aguento o peso das asas
Não aguento os calos nos pés
Não gosto de pensar assim, mas penso
Enquanto não conseguir arrancá-lo de mim
Com as minhas próprias mãos
Com os meus próprios versos
Nunca foi parte da minha estrada de tijolos amarelos
Nem do meu coração cativo
Que bate fora do meu peito
Por enquanto...
Postado por Raquel Carvalho às 07:41 0 comentários
segunda-feira, 15 de junho de 2009
O Teatro...

Ele apareceu do nada, com um sorriso lindo, mas até então, não era tão lindo assim. Era somente alguém pedindo uma informação óbvia para começar uma conversa. Era quase um menino, que nem barba tinha, que usava uma camisa amarela clara, short florido, havainas e boné. Tinha um sorriso fácil... Dei a informação com uma certa indiferença. O nosso ônibus chegara. Mesmo com toda indiferença, procurava um lugar onde o outro banco também estivesse vago. Sentei-me ao lado da janela e ele me seguiu... E essas coisas que a gente não entende, e essa vida que não entende.
Estava tão absorta em meus problemas, final de semestre da faculdade, mudança, viagem. Ele começou a me perguntar coisas que eram respondidas laconicamente, mesmo assim persistia, e eu olhava pela janela. Disse-me que já estava de férias, então perguntei "do colégio?" E a resposta veio rápido "Não, estou no segundo semestre da faculdade. Eu faço Direito!"
Fiquei surpresa e o olhei. Foi quando vi o seus olhos pela primeira vez e me conduziram a um transe mágico.
Ainda não me lembrava do teatro... De Paris, no inicio do século. De estar perto das escadarias da Ópera Nacional de Paris, no teatro Garnier, rodeada de pessoas mais velhas, mulheres elegantes, cobertas de joias e suas piteras. Ao meu lado, um homem alto, meio antipático, austero, que entrelaçava o braço ao meu. Mas estava ansiosa. Esperava alguém? Parece que sim, não tirava os olhos da porta de entrada e não estava muito interessada no que falavam essas pessoas em minha volta. Sorria educadamente e balaçava a cabeça. Meus sentidos estavam voltados para a porta...
Usava um vestido delicado, um decote descreto e um penteado jovial com alguns fios sobre os ombros. Os violinos ao fundo deixavam o ambiente ainda mais nostálgico, mas parecia que pisava em pétalas de rosas... Sentia um grande vazio dentro de mim, um aperto no peito, minhas mãos estavam tão frias... Estava ali, porém era se não estivesse.
Eis que surge alguém, meio atrasado com um smoking que possivelmente não era seu, tinha uma forma de olhar... Nossos olhos se entrecruzaram e sorriram numa cumplicidade que só nós dois compreendiamos. Naquele momento, eu fui a mulher mais feliz do mundo, a mais amada, a mais bonita.
Nenhuma palavra fora dita, nenhuma aproximação fora do limite de segurança, nenhum gesto esboçado, nada. Somente os olhos se comunicavam em lindas declarações e juras de amor eterno. Porque já o amava, eu já era ele. E ele sempre fora o meu coração que batia longe do meu peito.
Mesmo não sabendo de tudo, havia algo naqueles olhos, naquela forma de olhar e me dizer coisas, de me resgatar e despertar o melhor que há em mim, de me fazer sentir de novo o coração batendo.
Como não reconhecer teus olhos? Ainda sob o efeito do transe era capaz de compreender o porquê que a gente nasce, respira, caminha, trabalha, sorrir, chora, sofre, o porquê que a gente vive... Eu nasci para amar-te. Nasci para amar teus olhos...
Postado por Raquel Carvalho às 18:58 0 comentários
domingo, 14 de junho de 2009
Sombras de dúvidas
Caminhava calado, no sentido contrário dos carros. Não cumprimentava pessoas. Estava tão absorto tentando entender a sua nova condição e tentando dar um novo sentido a palavra liberdade. Redefini-la, sentindo-a de uma forma concreta que se projetava além de seus sonhos e de seus desejos mais íntimos de possui-la.
Sem caminhar em direção a algum lugar, com um olhar distante, alheio aquele mundo tão diferente do imaginado, cansado e sobre seus próprios escombros, parou... Ficou quieto. Preferiu não pensar em liberdade. Estou livre?
Postado por Raquel Carvalho às 07:34 0 comentários
sábado, 13 de junho de 2009
Postado por Raquel Carvalho às 19:04 0 comentários
A Bandeira, o meu mestre, o meu Enéias...
Meus dedos definham
Não posso ver um papel em branco e uma caneta
E os poemas vão surgindo como barquinhos de papel
Leves, ao vento
Sem rumo certo
E sua imprecisão afaga meu ser de ternura
A dor enobrece
Vira uma linda rosa
Perfumada e triste
Um mar bravio que com as pedras se redime
A tempestade pavorosa se transforma em cheiro de terra molhada e barulho de chuva estalando na telha
Seus olhos adquirem uma melancolia doce
Seu sorriso se projeta em todas as coisas belas do meu mundo
E o seu abraço, eu o guardo só para mim
Ser poeta é um modo de vida
É um estado de espírito
É esperá-lo todos os dias inexplicavelmente
É quando o jugo é leve
Porque a dor enobrece
Quando se aprende a amá-la
Se ama de fato um dia...
Postado por Raquel Carvalho às 14:12 0 comentários
Meus olhos...
E meus olhos que ainda estão vermelhos e ardendo, mal consigo abri-los, mas já me é possível enxergar algo de azul que tranquiliza e afaga o meu ser que se perdia de mim.
Caminho? Destino? Pedras? Asfalto? Redemoinho de pensamentos? Acho que um pouco de tudo, acho também, que os meus pés estavam descalços e não conseguia compreender muito bem o frio e sua presença na minha vida.
Embora aja muita poeira e o mar esbravejando toda sua fúria, posso dizer que já não o vejo refletido em meus olhos, em meus horizontes confusos, em meu coração que já não bate e não responde. Então, o que os meus olhos veem? Aquilo que não queria enxergar? Que nunca habitaste o meu não lugar cativo. E o que existiu ali de fato? E o que não existiu, se não houve amor algum, o que me trouxe até aqui, e me permite ver que as travas da janela já não existem mais, e as feridas enferrujadas da alma já não a emperram mais. Estarei livre agora?
Postado por Raquel Carvalho às 13:06 0 comentários
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Partes...
A alma, por um instante, mergulhou em uma solidão profunda de silêncio e dor, e uma música ao fundo embalou os meus sentidos...
Lembrei-me de quando o viu pela primeira vez e tocou para mim uma música qualquer dos beatles e depois "Detalhes" meio desafinado. Senti naquele momento que já o conhecia de muito tempo, e de que não gostava da sua música... Sua maldita música perfeita, aquela de que sentia falta, que saía do seu coração para o meu coração em acordes sinceros que eram capazes de dizer tudo aquilo que silenciávamos nos beijos. E me pedia "toca", mas eu nunca peguei em um violão antes, e mesmo assim insistia "toca, linda, toca"
Enquanto o seu novo dono o testava, "Nossa, é um bom violão! Gostei dele, vou levá-lo", dedilhava a nossa música qualquer dos beatles, a do primeiro beijo, a primeira tocada para mim no violão novo. E por último tocou "você", parecia uma brincadeira de muito mau gosto do destino. Mas uma vez aquela maldita música perfeita que saía do violão meio engasgado, despedindo-se lindamente, sem ressentimentos. Estávamos em paz uma com a outra.
Pude compreender que não a odiava de fato, que era uma música perfeita, feita por amor, com amor, para um amor imortal.
Do sempre meu, sempre sua, sempre nossos... em outros tempos...
Postado por Raquel Carvalho às 18:48 0 comentários
A Don Pablo
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Pablo Neruda

Pois ser poeta é um estado de espírito...
Postado por Raquel Carvalho às 13:46 0 comentários
Eu em mim mesmo

Eu em mim mesmo
Eu e meu tempo
Eu e minhas asas pesadas
Eu, um caderno na mão e poesias
Eu sem eu mesmo
Eu, metade que parte
Eu, metade que volta
Eu em ti sou eu comigo
Eu em teus olhos, sou eu refletido
Eu com saudade, sou meu amor triste
Eu que persiste
Eu que nunca desisti
Eu que ama incondicionalmente o tempo da gente
Eu que te espera, sou um eu ansioso
Eu que sonha, sou um eu com esperança
Eu e essas asas pesadas
Eu e esse tempo de espera
Eu que não sou eu sem ti
Eu metade
Eu poeta
Eu que sabe que não há tempo perdido
Pois o amor foi redimido
Pelo próprio amor construído
Eu que te espera, até o último dia de minha vida...
Postado por Raquel Carvalho às 13:14 0 comentários
O não grito

Gritei com toda a força da alma
para que não me escutasse.
Tapei os ouvidos com as duas mãos
Arranquei os cabelos
Rasguei-me com as unhas
Com tanta força para não deixar marcas
Para não sair sangue
Desfigurei a poesia
Os seus retratos invisíveis
Destrui todas as cifras de música que encontrava pela frente
Mesmo assim, não parou de doer
E eu não esquecia...
Tudo tão empregnado de ti
que se desintegrava lentamente
porque chovia
E todas as últimas chuvas
estava com o pé entre os seus...
Não sei terminar isso
É como o quadro de Munch
O grito surdo é infinito
Chega a todos os confins do mundo
Emoldurado pela dor
Preso
E ensurdecedor, o silêncio...
Postado por Raquel Carvalho às 12:46 0 comentários
Por um momento...

Queria arrancar o meu coração com as minhas próprias mãos
Queria que parasse
O relógio
desintegrando os ponteiros
virando pó
para não poder tocar teu rosto
Não ter lembrança alguma de que um dia
foi sonho
Pele
Cheiro
Perfume
Um pouco de vida.
Mas não é bem assim
tampouco é mal por completo.
Foste algo de essência
Bálsamo
Pecado
E acolhida.
Abraço
Saudade extravasada
Ansiedade
Música e melodia.
Por um momento
de intensa vida
Uma dor avassaladora redimi
Liberta o coração do amor
que não sabia amar
Com as próprias mãos
Com os próprios versos.
Volto
Caminho
E oro.
Já não aguento o peso das asas
simplesmente com os pés na água
Vejo
Sofro
E durmo.
Ainda há algo dele em mim
Ainda há algo de mim em algum lugar...
Postado por Raquel Carvalho às 06:00 0 comentários
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Largo
Mi amor,
Estás en mi corazón
Como una sinfonía dulce de Vivaldi
Un vals lleno de amor constante
Un amor que grita
Pulsa
Vive
Ama
De una forma asombrosa
Un amor inmenso que contagia a toda la gente
Despertando todo y cualquier amor
Insomnio en el pecho más dormido
Porque eres eso…
Podría reconocerte en una muchedumbre
Tus ojos, amor
Tus ojos…
De una melancolía dulce,
Únicos,
Me tocan a mí
Y ya no sé lo que soy
Podría mirarlos por horas, días…
Hasta que los míos hipnotizados
Cansen de ver lo bello de las cosas de Dios
Porque todas las cosas bellas que hay en ese mundo
Están embarazadas de ti
De la presencia persistente de tu melancolía dulce
De tu sonrisa, amor
Tu sonrisa...
Ambrosía de mi alma cansada
Por cuántos caminos, amor
Caminamos descompensados
Siempre te lo dejé mis huellas
Buscando las tuyas
Y los errores cometidos
Fue un intento desesperado
De seguimos juntos
Aunque jamás estuvimos alejados
Porque en ti encuentro personificado
Todo aquello que creo y siento
Como siendo amor, lo mío…
14/03/09
Postado por Raquel Carvalho às 22:06 0 comentários
Meu único e poema
Fiz de ti um poema-vivo
Abrigo
Para descansar o meu coração cansado
Soterrado
E os meus pés descalços
Há muito caminhando
Por entre caminhos de escombros
Caminhos de eterna chuva
De eternos pores-do-sol
Entardeceres infinitos
Não sabes a quanto te busco
Por mais perdida que estivesse
Sempre achei algo de ti
Porque todos os caminhos
Sempre me levaram aos teus olhos
E a sensação de busca cessa
No teu abraço
Amado,
Somente se pode compreender um amor eterno
Quem eternamente ama
E uma vida só não basta
Imagens se confundem
Sons
Épocas distintas
Pensamentos
Ideias
Destinos
Músicas
Melodias
Tato
E sensações...
Porém, algo perpetua em meu ser peregrino
E em meio a uma avalanche dormida
Emergi em um sonho lindo
A essência
E a dádiva
A minha vida inteira
E em meio ao não poder ter
Nunca deixa de existir
Seres que se complementam
Intercalam-se
Se fundem
Corações em um mesmo compasso
Amores que se nutrem de risos
Olhares
E perfumes
Porque algo transcende ao abraço
Ao olhar
Ao sorriso
Por isso sei que nunca caminhei sozinha
Apenas, incompleta...
22/07/08
Postado por Raquel Carvalho às 21:45 0 comentários
Lo mío es tuyo
Intento enterarme de tu ausencia
De que no estés conmigo
Compartiendo la falta
Viviendo todo
Como si no fuera una mitad sola
Mirando la mar y sentir
Imposiblemente el viento delicado en tu rostro
Y no pensar que es un beso mío
El cielo profundamente azul
Tranquilo
No ser igual que la paz de mis brazos
En los tuyos
En las fiestas
Llenas de ruidos de voces y risas
Aburridas
Porque le falta el sonido dulce
De mi habla
Que a tu alma tranquiliza
Que cuando duermes
Y me lo encuentras en tus sueños
Aunque no recuerdes
No te despiertes contento
Agraciado por una felicidad rara
Inexplicablemente intensa
Me cuesta creer
Que extrañar tanto a alguien
Desde lejos
Sintiendo que me voz
Mis anhelos, mis ganas
Mis alegrías, mis males y mis penas
Mis tormentas, mis ocasos
Mis aires, suspiros y el perfume de mi piel
No te alcanzan a ti
Y que los tuyos no me tocan…
Porque estás entrañado en todo
Que se acerca a mí y es bonito
Todo se parece a tu piel canela
A tu risa mañosa
Y tu mirada de estrellas
Porque eres mi corazón
Latiendo aislado de mi pecho
Y soy el tuyo
Confuso que busca un consuelo…
14/02/08
Postado por Raquel Carvalho às 21:20 0 comentários
Mi silencio es tuyo
Mi silencio es tuyo
Que dentro de mi corazón aislado
Se convierte en una tormenta confusa
Sentido de la extrañeza dolorida
¿Dónde buscar la fuerza y el tacto?
Si a cada día
A cada hora
Siento que a mí estás alejado
Distante de mis ojos turbios
Opacos
De mi silencio angustiante
Que colore todo de ceniza
Amargando en mi boca
La ausencia insalubre de tus besos dulces
¿Dónde buscar las ganas de hacer algo, una cosa cualquiera?
Una risa
Si dentro de mí
Un silencio destroza
Todas mis alegrías
La felicidad de mirar el ocaso
Todo se convierte en un morado otoño
En una primera sin flores ni amor
En un invierno helado
Y verano lluvioso
Lloroso
Pleno de una llovizna triste
Que llueve en mi pecho a cantaros
Porque no hay flores en mi jardín lejos de ti
No hay jazmín
No hay nexos
Tampoco palabras
Porque dejo de existir
Y mi callo
Para seguir viviendo la vida mía
Sin la vida mía…
14/08/08
Postado por Raquel Carvalho às 20:44 0 comentários
Almas

Sobre a sombra de suas asas, amor
Encontrei a ti e o meu destino
Caminho de encontro aos seus olhos
Na certeza de que o amor é forte e imortal...
Postado por Raquel Carvalho às 20:31 0 comentários
Remição
Por muito tempo tentei entender a ti... Queria senti-lo sem ser pela música. Sentir a sua pele de fato, seus beijos sem medo algum, suas lágrimas e suas gargalhadas. Estava contigo o tempo todo, querido. Queria que eu saísse da sua vida e eu fui para longe. Não suportava vê-lo definhando, ensurdecendo, fragilizado e homem. Não pelo fato de querer que fosse inteiramente meu, porque já o era. Porque tudo se desintegrou: as joias, a mobília inglesa, o piso de mármore, as colunas, os vestidos caros e os casacos de pele, quando o piano calou. Senti a falta da sua maldita música perfeita, sabias? Acho que te amei de fato e devia ter ficado ensurdecida aos teus gritos.
Dessa vez, não fui eu quem desistiu de nós. Não ouvi os teus gritos, te coloquei no colo, velei noites inteiras o teu sono, meu lindo. Redimi os meus pecados. Já não existe mais o piano entre nós e acabei de vender o violão... As coisas continuam se desintegrando, mas dessa vez eu posso partir livre na certeza de que fiz o possível e o sobrehumano para que fosse um pouco mais feliz...
Adeus, mon cher!
Adeus, lindo!
Postado por Raquel Carvalho às 18:50 0 comentários
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Recordações e o piananista
Mas ele toca com mais força, como um louco surdo. Que não consegue suportar o próprio silêncio existencial. Não conseguia entender que o silêncio do seu coração era uma tortura masoquista para mim. Por que existias somente nas cartas? Por que não existes por completo? Por que não me deixaste partir. Já rasguei as cartas, todas elas numa atitude desesperada de te arrancar de mim, mas porque instistes, mon cher?!
Postado por Raquel Carvalho às 07:36 0 comentários
terça-feira, 9 de junho de 2009

Extravasei os meus sentidos,
Narciso
extravasei a minha dor
o meu corpo
e os meus gritos
via-te refletido no meu pranto
e nas minhas carnes
dentro de minhas unhas
Extravasei a razão de ser
do não- beijo
do não-sonho
do meu avesso
do vazio dos seus olhos
no meu não-corpo desprotegido
de pele
mergulhei pronfundo
no rio turvo
do seu retrato vago
de insônia desvelada
de sua crueldade egoísta
extravasei a não-dor no poema
o torpor de seus braços
e a vaguidade boêmia
do teu não ser...
nunca fomos
aquilo que deixamos para traz
aquilo que deixamos de ser...
Postado por Raquel Carvalho às 08:54 0 comentários
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Calvário
Não sei até onde vão as janelas de minhas asas
Até onde te servem de abrigo
Se ao menor sinal de perigo
Não consigo partir
Porque não consigo levá-lo comigo
E a vida que escorre pelas mãos
Em versos atônitos
E gritos
Percorrendo pelos quatro cantos do meu coração
que já não pertence
a lugar nenhum
As vezes sei que posso te levar comigo
As vezes nada sei
Porque as janelas de suas asas
Não me serviram de abrigo...
Postado por Raquel Carvalho às 07:55 0 comentários













